quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Cafoninha

Ô meu bem,
É que eu aprecio demais você no teu atraso,
no minuto perdido falando sobre o calor
no suor de ser e me recriar
de manhã, quando você me acorda sereno
falando baixinho,
ao pé do ouvido
"Te quero tanto"

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Veja bem,

Abraça forte aquilo que nos uniu
e despede a loucura
que nossos (des)encontros findam sim por aqui
sem flores ou ne me quitte pas
a vida é bela demais pra seguir chorando

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Eu gosto de você aos pouquinhos
gosto devagarzinho
sem pressa que é pra gente não se enjoar
gosto das suas idas e vindas com o café da manhã
e gosto também de como você se levanta sem me acordar
gosto até dos seus atrasos
Porque viver correndo é muito triste, meu bem
Felicidade verdadeira é estar com você
Temos todo o tempo do mundo

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

E nessas esquinas saturadas de solidão, eis que me esbarro com o questionamento do que é ser mãe. Mãe útero pungente é mãe? Ou é mãe aquela que nos guarda no ventre do imaginário, no perdão dos dias esquecidos? Mãe se impõe ou mãe se escolhe? Se ganha ou se colhe? Mãe cria ou acolhe? O que é ser mãe sem ser fortaleza, sem ter relação direta com o divino e o cósmico? O que é ser mãe sem transbordar loucura? Se nasce mãe, mesmo que concomitante à isso se nasça filha. Assim como nascem os líderes, comandando seu destino desde o primeiro olhar torto à padronização das coisas, ao barulho das máquinas e à tudo o que reprime a espontaneidade e criatividade do ser humano, se nasce mãe.


Por isso digo à mãe que me é de direito: minha mãe, te amo.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Alors, et l'amour. C'est quoi?



te desejo sorte nas suas andanças,
amor nos corpos e copos entalados na sua garganta
e que a sua alegria sempre seja presente
mas, por favor,
longe de mim.




terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sobre um reencontro

Mergulha nesse abismo do não saber e me engole inteira.
Sou um livro aberto.